Estudo “Prospetiva 2035”

Politécnico de Leiria apresenta três cenários para o desenvolvimento da Região de Leiria e Oeste

O Politécnico de Leiria divulgou, no dia 1 de abril de 2025, o estudo ‘Prospetiva 2035 – Três Cenários para o Futuro de Leiria e Oeste’, que apresenta três alternativas possíveis para o futuro do território, cada uma resultante de diferentes decisões estratégicas e investimentos estruturantes a serem adotados nos próximos anos.

Promovido com o objetivo de antecipar cenários futuros para o território, identificando os desafios e oportunidades que moldarão Leiria e Oeste até 2035, o estudo insere-se nos trabalhos desenvolvidos pela Estrutura de Missão para o Desenvolvimento do Ecossistema de Leiria & Oeste (EM@IPLeiria), criada pelo Politécnico de Leiria em 2023, numa iniciativa pioneira em Portugal, que envolve mais de 800 participantes – incluindo representantes de 24 municípios, comunidades intermunicipais, empresas, instituições socioculturais e cidadãos em geral –, com o propósito de fomentar uma aliança cívica e regional de longo prazo, promovendo um território mais coeso, sustentável e gerador de bem-estar.

Agostinho da Silva – Pró-Presidente e Coordenador da EM@IPLeiria

O estudo demonstra que Leiria e Oeste ocupa uma posição estratégica no contexto nacional, funcionando como ponte entre a Área Metropolitana de Lisboa e a Região Centro. “Este território não pode ser visto como um conjunto fragmentado de municípios, mas sim como um ecossistema regional interligado. O sucesso de Leiria e Oeste até 2035 dependerá da capacidade dos seus atores para trabalharem em conjunto”, mencionou Agostinho Silva, pró-presidente do Politécnico de Leiria e coordenador da EM@IPLeiria, durante a apresentação do estudo.

Segundo o estudo, um dos saltos competitivos está assente na criação de uma universidade de excelência, articulada com um Instituto Europeu de Inovação e Ciência, capaz de ligar conhecimento, talento e indústria, permitindo acelerar a digitalização das empresas, estimular a formação avançada, atrair investigadores e empreendedores e potenciar a emergência de setores de elevado valor acrescentado.

“Atualmente, um dos principais constrangimentos deste território é a ausência de ensino universitário na região. Sem uma universidade plena, torna-se difícil desenvolver um ecossistema de inovação robusto, capaz de gerar conhecimento, transferi-lo para o tecido económico e posicionar a região nas cadeias de valor de maior intensidade tecnológica. Este facto encontra-se plasmado no estudo”, salientou Carlos Rabadão, presidente do Politécnico de Leiria.

Carlos Rabadão – Presidente do Instituto Politécnico de Leiria

Presente no evento, o ministro da Educação, Ciência e Inovação referiu que, “olhando para este território, faz sentido ter uma universidade”. “Os politécnicos têm tido um papel fundamental no nosso sistema de educação superior. Hoje, estão menos constrangidos, porque já podem conferir o grau de doutor, mas continuam limitados, porque, em termos de financiamento e de carga horária, têm um conjunto de limitações que condicionam o impacto que podem ter na região e na economia. E, por isso, percebo que se olhe para esta região e se diga: se queremos qualificação, talento e inovação, precisamos de uma instituição que tenha mais meios, opções e instrumentos para qualificar, criar conhecimento e gerar inovação.”

Sobre o estudo desenvolvido pela EM@IPLeiria, Fernando Alexandre afirmou que “não é possível mudar o país e as regiões se este tipo de exercícios não for feito”. “Mais do que uma previsão, este estudo é um objetivo para uma estratégia. Este tipo de exercícios é importante e tenho pena que não haja mais instituições e entidades a fazê-lo.”

Fernando Alexandre – Ministro da Educação, Ciência e Inovação

O estudo ‘Prospetiva 2035 – Três Cenários para o Futuro de Leiria e Oeste’ representa a síntese da primeira fase dos trabalhos da EM@IPLeiria, que se centrou na identificação das variáveis sistémicas e dos fatores críticos de mudança, permitindo a construção dos cenários prospetivos. A segunda fase, atualmente em curso, está focada na operacionalização e monitorização de um conjunto estruturado de projetos-piloto que permitirão testar e validar soluções inovadoras para os desafios identificados.

A sessão de apresentação do estudo teve lugar na NERLEI/CCI – Associação Empresarial da Região de Leiria – Câmara de Comércio e Indústria, em Leiria, e contou com as intervenções de intervenções de Luís Febra, presidente da NERLEI/CCI, Carlos Rabadão, presidente do IPLeiria, Jorge Portugal, diretor-geral da COTEC Portugal, Pedro Folgado, presidente da Comunidade Intermunicipal do Oeste, Gonçalo Lopes, presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, Agostinho Silva, pró-presidente do Politécnico de Leiria e coordenador da EM@IPLeiria, e Fernando Alexandre, ministro da Educação, Ciência e Inovação.

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